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Três em cada 10 MEI fecham as portas em até 5 anos de atividade

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Três em cada 10 MEI fecham as portas em até 5 anos de atividade

Microempreendedores individuais têm a menor taxa de sobrevivência entre os pequenos negócios, mostra pesquisa do Sebrae  

A taxa de mortalidade de microempreendedores individuais (MEI) em até cinco anos é de 29%, segundo o estudo Sobrevivência de Empresas (2020), realizado pelo Sebrae com base em dados da Receita Federal e com pesquisa de campo.

Os MEI apresentam o maior índice de mortalidade entre os pequenos negócios. Nas microempresas, a taxa, no mesmo período, é de 21,6% e as de pequeno porte, 17%.

Na avaliação do presidente do Sebrae, Carlos Melles, o estudo comprova a tese de que quanto maior o porte, maior a sobrevivência, pois o empresário tem um maior preparo e muitas vezes opta por empreender por oportunidade e não por necessidade.

Do total de entrevistados, 42% estavam desempregados até três meses antes de abrir a empresa. Os dados revelam ainda que 43% consideram que empreenderam por necessidade.

"Entre os microempreendedores individuais há uma maior proporção de pessoas que estavam desempregadas antes de abrir o negócio e que, por isso, se capacitam menos e possuem um menor conhecimento e experiência anterior no ramo que escolheram, o que afeta diretamente a sobrevivência do negócio", completa Melles, em nota.

Segundo o estudo, a maior taxa de mortalidade dos MEI também pode estar associada à facilidade de abrir e de fechar esse tipo de empreendimento, quando comparado às Microempresas (ME) e às Empresas de Pequeno Porte (EPP). Com a maior facilidade de registro e baixa, passa a ser natural entrar e sair de uma atividade, sem que isso gere implicações burocráticas excessivas.

Sem acesso a crédito

Além disso, avalia Melles, quanto menor o porte da empresa, mais difícil obter crédito para manter o capital de giro e conseguir superar obstáculos como os ocasionados pela Covid-19. Independentemente do porte, mais de 40% dos entrevistados na pesquisa citaram explicitamente a pandemia como causa do encerramento da empresa. Para 22%, a falta de capital de giro foi primordial para o fechamento do negócio.

Entre as empresas que encerraram as suas atividades, 34% dos entrevistados acreditam que ter acesso a crédito poderia ter evitado o fechamento da empresa. Apenas 7% desse grupo de empresas solicitaram crédito bancário e obtiveram êxito.

"Esse dado comprova a importância de programas como o Pronampe, que foi criado para corrigir um problema histórico de acesso a crédito pelos pequenos negócios e que ampliou o acesso a empréstimos no país. Antes do programa, cerca de 11% das empresas conseguiam crédito, após a iniciativa, esse número saltou para 39%", comenta Melles.

A maior taxa de mortalidade é verificada no comércio, onde 30,2% fecham as portas em 5 anos. Na sequência, aparecem Indústria da Transformação (com 27,3%) e Serviços, com 26,6%. As menores taxas de mortalidade estão na Indústria Extrativa (14,3%) e na Agropecuária (18%). 

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