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Regulamentação do mercado de duplicatas eletrônicas movimenta o setor de crédito privado

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Regulamentação do mercado de duplicatas eletrônicas movimenta o setor de crédito privado

Mercado estima movimentação acima de R$ 5 bilhões. 

 A regulamentação do mercado de duplicatas eletrônicas, aprovada ano passado pelo Banco Central está trazendo uma dose de otimismo para o mercado de crédito privado.

Segundo reportagem do portal Infomoney, o mercado de crédito privado está prestes a dar um salto importante, impulsionado pelo segmento de antecipação de recebíveis, que vai ganhar mais corpo com as operações das duplicatas eletrônicas.

O mercado de duplicatas eletrônicas, ou duplicatas escriturais, foi regulamento em maio de 2020, pelo banco Central, por meio da resolução nº 4.815. Elas são como documentos eletrônicos, disponíveis em câmaras de registro, que contêm as informações de empresas que tomaram empréstimos por meio de linhas de antecipação de recebíveis.

Com a reestruturação deste mercado pela resolução do BC, espera-se que nos próximos dias de abril, as duplicatas sejam registradas em uma central única de informações, mitigando riscos de fraudes neste mercado.

"Qualquer um vai poder enxergar se existe ou não a duplicata para negociá-la. Vai dar maior qualidade ao ativo, desde o escriturador, que vai fazer nascer a duplicata, até a registradora, que terá poder de cartório para dizer quem é o dono da emissão", disse Mardilson Queiroz, consultor do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor) do BC ao portal Infomoney.

A reportagem o Banco Central também afirma que a disponibilização das informações sobre as carteiras de duplicatas em uma central única de registros, é uma janela de oportunidade para outros agentes que oferecem crédito, aumentando assim a competição neste mercado. "O BC aumentou o perímetro regulatório e autorizou as fintech de crédito a participarem dessas operações. Até o final de fevereiro eram 36 já autorizadas", disse.

Atualmente o mercado de recebíveis de duplicatas e de cartões de crédito movimentam cerca de R$ 2,8 trilhões anualmente. Agora, com a regulação do Banco Central, estima-se que esse valor chegue a R$ 5,2 trilhões, revela a reportagem.

A estimativa acima é da Cerc (Central de Recebíveis), primeira instituição que opera registros de recebíveis autorizada pelo BC. O volume de duplicatas eletrônicas que passa pelo seu sistema hoje representa entre R$ 5 bilhões e R$ 7 bilhões por mês.

"Temos uma centena de bancos, FIDCs e fintechs que usam a Cerc para fazer checagem de dados e registrar suas operações. Mas estamos só no começo, pois as operações via registradora ainda não são obrigatórias", disse a reportem Marcelo Maziero, socio fundador da Cerc.

A reportagem revela que outras empresas estão de olho nesse cenário que também traz oportunidades para a indústria de FIDCs, tais como a XP, Monkey e Quasar Flash.


Com informações de Infomoney

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