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Redução do auxílio emergencial e desemprego devem aumentar a inadimplência

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Redução do auxílio emergencial e desemprego devem aumentar a inadimplência

Especialistas do setor esperam um 2021 com aumento nos calotes de pessoas físicas, devido a redução do auxílio emergencial e o alto nível de desemprego. 

Nuvens cinzentas no horizonte do mercado de crédito. Especialistas do setor esperam um 2021 com aumento nos calotes de pessoas físicas, devido a redução do auxílio emergencial e o alto nível de desemprego, que alcançou 13,4 milhões de pessoas em 2020, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Encerrado no fim do ano passado, o auxílio emergencial – que foi de R$ 600 – deve voltar, mas com valores menores, entre R$ 150 e R$ 350. O prazo inicial era que o governo retomasse o pagamento em março, mas atrasos na tramitação do projeto no Congresso deve exigir uma revisão no cronograma.

Apesar deste hiato, a alta na inadimplência ainda não foi sentida pelo mercado, pois, até 90 dias, os credores consideram o débito como atrasado e tentam, por conta própria ou pela contratação de terceiros, reaver o pagamento via cobrança.

"Talvez, já no final de março, começaremos a sentir um aumento de dívidas não pagas por parte dos consumidores, pois muita gente aproveitou para consumir bens duráveis de maneira parcelada, usando o auxílio para pagar. Agora, além da extinção do benefício, que já deixa a renda mais baixa, essa conta também começa a pesar no orçamento", afirmou o economista da Boa Vista, Flavio Calife, em entrevista à Folha de S. Paulo.

"Já existem sinais de alta da inadimplência. Um aumento [nos atrasos] de 15 a 90 dias vai começar a impactar o índice nos próximos trimestres. Mas, temos uma visão tranquila quanto a esse aumento porque ele já estava nos nossos radares", afirmou Octavio de Lazari, presidente do Bradesco, em entrevista a jornalistas em fevereiro para comentar os resultados do banco.

Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú, segue na mesma linha. "Ainda é difícil projetar, há um grau de incerteza muito alto. Mas, acredito que o pico da inadimplência se dará no quarto trimestre deste ano ou nos primeiros três meses de 2022. Ainda assim, acontecerá em patamares muito menores do que já vimos no passado", afirmou, em teleconferência.

Divulgado no fim de fevereiro, o relatório de crédito do Banco Central apontou que o índice total de calotes do sistema financeiro ficou em 2,1% em janeiro - 0,8 ponto percentual menor do que o registrado em igual mês de 2020 e o menor patamar da série histórica.

De acordo com pesquisa com mais de 15 milhões de clientes, realizada em setembro do ano passado pela BLU365, especialista em recuperação de crédito de pessoas físicas, houve um aumento de 10% na procura por quitação de dívidas entre os que receberam o auxílio emergencial. O que explica a queda na inadimplência no fim de 2020.

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