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Migração poupança-consumo pode ditar ritmo da recuperação

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Migração poupança-consumo pode ditar ritmo da recuperação

Conclusão consta em estudo do Mastercard Economics Institute analisando como o perfil de gastos na fase atual da pandemia deverá influir na evolução do PIB aqui e lá fora 

A rapidez e intensidade com que os consumidores transformarão em compras de bens, produtos e serviços aquilo que, eventualmente, conseguiram poupar nesses mais de dois anos de pandemia vai ser determinante no movimento de retorno ao crescimento econômico mundial. Dependendo do caso, tal fator poderá representar até um ponto porcentual na evolução do PIB em diferentes países.

Tal tese se sustenta no fato de o nível de poupança ter aumentado sensivelmente durante a crise em andamento, assim como, na possibilidade otimista de que esta taxa decaia também em cerca de 1% este ano, o que poderá conduzir a um incremento dobrado no índice de consumo.

Ao mesmo tempo, um comportamento de tal ordem se reverteria em 0,2% de Inflação extra. Em contrapartida, poderia reduzir em 0,3 ponto porcentual o desemprego em economias onde tal mudança de perfil nos gastos da população venha a acontecer.

O maior empecilho para que esta tempestade perfeita do bem se forme, seria o clima ainda preocupante da expansão da Covid-19, agora sob a égide dos estragos causados e ainda a serem provocados pela variante Ômicron.

Por isso, o estudo traça dois outros cenários mais contidos, considerando a volta do consumo ao pedal do acelerador em dois anos (ritmo médio) ou três (ritmo lento).

No primeiro desenho, a taxa de poupança cairia para 17,7% em 2022, resultando em um aumento de 1 ponto porcentual no consumo e de 0,4 no PIB.

Já no contexto considerado "lento", a taxa de poupança subiria de 18,14% para 18,78%, acarretando um recuo de 1 ponto percentual no consumo e queda de 0,7 ponto percentual no Produto Interno Bruto.

Um agravante do modelo brasileiro em meio a tais tendências cogitadas se refere à resposta normalmente dada pela política monetária, via taxa Selic, durante períodos de inflação alta, como já se vê hoje, a exemplo do ocorrido nos EUA, onde oscilações neste campo também se traduzem em maior aversão ao risco por aqui.

Outro ponto imponderável nisso tudo é qual destinação será dada aos recursos poupados pelas famílias, pelo menos aquelas ainda relativamente imunes ao endividamento predominante entre as classes menos aquinhoadas.

Com relação às que se encontram com excesso de dívidas, muitas delas consumindo somas igualmente expressivas em juros, certamente substituirão os balcões das lojas pelos home bankings e mesas de renegociação.


Fonte: Valor Finanças 

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