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Ganhando menos e devendo mais, Classe C reduz drasticamente a poupança

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Ganhando menos e devendo mais, Classe C reduz drasticamente a poupança

Conclusão está em pesquisa encomendada pela 99Pay para saber o que se passa com o bolso de sua principal fatia de usuários, diante dos números decrescentes neste setor de uma forma geral 

Já esperado por todos que, saindo menos de casa, o brasileiro passaria a usar também com menor intensidade, desde o carro da família, até o transporte púbico, sendo que, neste último caso, inclusive nos deslocamentos inevitáveis, como forma de evitar exposição a aglomerações.

Pois nem mesmo este cenário tem sido suficiente para levar boa parte da clientela dos aplicativos de transporte se disporem a chamar um carro, cuja sistemática de atendimento e a boa relação-custo-benefício para motoristas e passageiros, garantiu o sucesso da área durante um bom tempo.

Com o coronavírus na área muita coisa mudou neste mercado, o que levou a 99Pay, um dos nomes mais conhecidos da área, a investir numa pesquisa encomendada à Consumoteca, focada na muitas vezes esquecida classe C, que no caso desse player vindo da China, corresponde em cheio ao seu público-alvo.

Interessante é que o estudo acabou indo além, ao detectar que chamar menos os aplicativos para se locomover nas grandes cidades é a ponta de um imenso iceberg, tendo em sua base o caráter quase proibitivo de um hábito antigo do brasileiro: planejar sua aposentadoria, guardando pelo menos um pouquinho todo mês.

O problema é que aquela sobra de antes não existe mais, sobretudo pelo fato de 22% das famílias da Classe C estarem sobrecarregadas de contas parceladas, tendo em vista que cerca de 60% hoje ganham menos em relação aos últimos três anos, ou seja, a descida desta ladeira precede à própria pandemia.

Ao dedicar 56% da renda familiar aos gastos da casa; 38% às demais despesas cotidianas e 35% ao pagamento de dívidas parceladas, a conta já estoura em quase 30% em boa para parte dos casos, levando à escolha de onde e quanto será empregado um dinheiro cada vez mais curto.

Guardar dinheiro para a velhice? Bem, não mais que 2% dos entrevistados afirmaram estar conseguindo fazê-lo.

O estudo também abrangeu as classes A e B, a fim de permitir comparações com a C, que mais interessa à 99 e que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é formada por famílias cuja soma dos ganhos individuais se situa entre quatro e dez salários mínimos, isto é, de R$ 4.180 a R$ 10.450.


Fonte: InfoMoney 

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