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Cresce o número de pequenos negócios inadimplentes, segundo o Sebrae

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Cresce o número de pequenos negócios inadimplentes, segundo o Sebrae

Percentual de empresas com dívidas em atraso chegou a 36% em maio, mostra pesquisa em parceria com a FGV  

O número de pequenos negócios com inadimplência amentou pela segunda vez consecutiva e atingiu o patamar de 36% em maio. De acordo com a 11ª edição da pesquisa "O Impacto da pandemia do coronavírus nos Pequenos Negócios" realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o percentual é três pontos percentuais superior ao detectado em fevereiro e se equipara com o nível de julho de 2020.

"Reduziu o movimento de endividamento. O cenário ainda não é grave, mas precisamos ligar o sinal de alerta e acompanhar essa evolução, além de ficarmos muito atentos aos MEI que apesar de estarem menos endividados estão mais inadimplentes do que as micro e pequenas empresas", ressalta o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Os dados também podem indicar uma nova tendência de crescimento de procura por crédito. Segundo a pesquisa, metade dos donos de pequenos negócios buscou financiamento desde o início da pandemia, sendo que 45% deles procuraram as instituições financeiras em 2021.

Além disso, o percentual de sucesso nos pedidos de crédito subiu de 11%, em abril do ano passado, para 52% nesse último mês. Na penúltima edição da pesquisa, 39% tinham obtido aprovação em seus pedidos de empréstimos.

Segundo Melles, essa evolução pode ser explicada pela forte queda no número de pedidos represados ao longo do último ano. "Agora apenas 5% ainda aguardam uma resposta dos bancos, o que mostra uma maior velocidade para diminuir a quantidade de empréstimos estocados", pontua. Em abril de 2020, esse percentual estava em 29%.

Perda de faturamento

Apesar do novo movimento de reabertura da economia e da diminuição das restrições em função da pandemia, o percentual de empresas que continua registrando perdas no faturamento (79%) segue inalterado desde fevereiro. O índice é o pior desde julho de 2020, quando 81% revelavam perda de receitas. Na média, as pequenas empresas estão faturando 43% menos do que o registrado antes da pandemia, o pior resultado desde julho do ano passado (45%).

O número de empresas que atuam em locais com restrição caiu de 54%, em fevereiro de 2020, para 32%, em maio e a quantidade de pequenos negócios operando (com ou sem mudança) se manteve estável em 80%, nesse mesmo período. Para o presidente do Sebrae, a pesquisa permite perceber que apenas a autorização para reabertura das empresas não é suficiente para influenciar de forma positiva o faturamento desses negócios. "Por isso é fundamental que a vacinação seja acelerada e que sejam criadas novas políticas que amparem os empreendedores, ampliem o acesso ao crédito e reduzam o custo desses empréstimos de forma rápida", disse Melles.

A pesquisa quantitativa entrevistou 7.820 MEI e donos de pequenos negócios entre os dias 25 de maio e 1º de junho, em todos os estados e no Distrito Federal, por meio de formulário online. O erro amostral é de um ponto percentual para mais ou para menos no caso dos resultados nacionais. O intervalo de confiança é de 95%. 

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