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Agro invoca segurança alimentar, ao pedir subsídios extras

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Agro invoca segurança alimentar, ao pedir subsídios extras

Um mês e meio antes do início do próximo Plano Safra, entidades do agro pleiteiam além do total liberado este ano para pagamento de juros e outras altas surgidas no caminho  

Na próxima segunda-feira (16) chegará oficialmente ao governo, por intermédio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, solicitação de repasse da ordem de R$ 22 bilhões para equalizar as taxas de juros relativas ao Plano Safra 2022/2023.

Esta quantia ultrapassa em 70% os R$ 13 bi relativos ao total destinado à safra atual (2021/22), e não tem previsão até aqui no orçamento da União, provocando por isso mobilização desde já em nome de algo cuja urgência a CNA vincula à própria segurança alimentar não só do Brasil.

Por isso, a entidade que representa diversos segmentos do agro nacional pede medidas emergenciais para o setor utilizando mecanismos semelhantes aos que permitiram dotações acima do teto de gastos durante a pandemia.

Um dos argumentos em favor da causa reside no fato de a arrecadação de impostos e contribuições federais ter crescido 17% em 2021, já descontada a inflação, ao somar R$ 1,878 trilhão, melhor resultado da série histórica, iniciada em 1995, cujo recorde anterior, de R$ 1,873 trilhão, foi alcançado oito anos atrás.

Dentre as justificativas para a suplementação de recursos destinada ao agro, a entidade inclui o aumento dos insumos agrícolas, derivado de problemas logísticos e de abastecimento, que levaram à alta dos custos de produção de mais de 50% para algumas cadeias.

Somam-se a isto adversidades climáticas, principalmente no Rio Grande do Sul, em seu terceiro ano seguido enfrentando o fenômeno La Niña, que também afetou o comportamento das chuvas em Estados do Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste.

Por fim, a guerra no leste europeu lançou os preços de fertilizantes às alturas, podendo comprometer o fornecimento de alimentos em 2022 e 2023, especialmente na Europa, envolvendo itens produzidos por Rússia e Ucrânia.

Outras propostas da CNA envolvem questões relacionadas a spreads cobrados por instituições financeiras; regulação prudencial e elevação dos porcentuais que os bancos obrigatoriamente devem aplicar, de forma direta ou indireta, em crédito rural.

Do total dos depósitos à vista, a Confederação defende que esta parcela se eleve de 25% para 30%; da poupança rural, o porcentual pleiteado é de 64,0, contra os 59,0 atuais; enquanto no caso das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), o coeficiente passaria de 35% para 50%.

Fonte: O Estado de S.Paulo 

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