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Volume de crédito no país aumenta 16,3% em 12 meses

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Volume de crédito no país aumenta 16,3% em 12 meses

Crescimento de operações para pessoas físicas acelera, superando taxa de expansão de empréstimos a empresas

O volume total de empréstimos bancários, contabilizando tanto recursos livres quanto direcionados, cresceu 0,9% em junho e alcançou R$ 4,2 trilhões. Isso representa um aumento acumulado de 16,3% na comparação com junho do ano passado, uma aceleração em relação a maio (16,1%).

Esse aumento de ritmo de crescimento em 12 meses foi estimulado pelas operações com pessoas físicas (aceleração de 16,5% para 17,5%), superando a evolução das operações com empresas (desaceleração, de 15,6% para 14,8%).

Os dados são da nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro Nacional, divulgada na quarta-feira (28/07) pelo Banco Central.

De acordo com a autoridade monetária, a desaceleração no volume de crédito para pessoas jurídicas é um movimento natural e esperado devido à redução das linhas emergenciais em 2021.

O relatório também apontou que o crédito livre para pessoas jurídicas alcançou R$ 1,2 trilhão, crescendo 1,0% no mês e 13,9% em doze meses. O Banco Central avalia que o capital de giro, de maneira independente, tem crescido de forma relevante em 2021.

As operações de capital de giro com prazo superior a 365 dias tiveram um crescimento de 26,4% no acumulado de 12 meses. Por outro lado, as operações no curto prazo (inferior a 365 dias) tiveram uma redução de 12,0% no mês e de 32,3% no acumulado.

Para Ubiratan Lima, economista-chefe do Vadu, mesmo com todos os desafios decorrentes da pandemia, o indicador mostra que os empreendedores seguem buscando alternativas de crédito para manutenção dos seus negócios. "Esses crescimentos do capital de giro de longo prazo e da conta garantia são um bom sinal para a recuperação da economia. Empresas estão se movimentando para investir em produção e tecnologia para a retomada mais intensa das atividades", disse.

Duplicatas

Outro destaque importante no relatório é a concessão de crédito a partir de desconto de duplicatas e recebíveis, que cresceu 14,3% em junho e 56,5% no acumulado em 12 meses.

"A evolução desta modalidade de crédito, muito buscada como capital de giro, é significativa e deve crescer exponencialmente incentivado pelas novas regras do mercado para antecipação de recebíveis de credito", avalia Lima.

Inadimplência

O índice de inadimplência ficou estável no mês em 2,3%. Com relação às operações com recursos livres, a inadimplência registrou uma retração de 0,1 ponto percentual, ficando em 2,9%, e a com recursos direcionados permaneceu estável com 1,4% no mês.

A inadimplência para as pessoas físicas retraiu para 4,0% em junho, ante os 4,1% registrados em maio. Em relação à pessoa jurídica, a taxa foi a 1,6%. Em maio, o percentual era de 1,7%.

"Embora os números de inadimplência se mantenham relativamente estáveis, os consumidores e empresas precisam manter cautela, pois ainda há muita incerteza em relação à velocidade da recuperação econômica por aqui", ponderou Lima. 

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