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Crédito: sinais que vêm do mercado tomador

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Crédito: sinais que vêm do mercado tomador

Ganha-ganha ainda deve reservar boas surpresas no relacionamento entre PME, famílias, fintechs de crédito e bancos digitais  

Números de mercado mostrados quase diariamente aqui e outros veículos dedicados a assuntos econômicos revelam, de forma cristalina, que o crédito continua se expandindo – e muito – em nosso país.

Segundo Ubiratan Lima, economista-chefe do Vadu, as demandas na área oscilam entre o atendimento das necessidades de empresas, desejosas em financiar seu ciclo produtivo enquanto a economia se recupera; e famílias, muitas delas apelando pela primeira vez ao crédito, na tentativa de substituir perdas de renda, num primeiro momento, e depois para antecipar o consumo, a partir de alimentos e outros itens básicos.

"O importante é entendermos que a concessão de crédito reflete o nível de confiança geral na economia", pondera o economista-chefe do Vadu, Ubiratan Lima.

Segundo ele, tal sentimento parte, de um lado, dos operadores do setor, ao oferecerem mais recursos apostando na adimplência e na alavancagem inerente ao abastecimento do sistema. "De outro, consumidores que começam a entender o poder da instrumentalização da boa utilização do crédito como combustível necessário à volta da normalidade", acrescenta o especialista.

Aliás, o aumento da demanda de crédito por famílias no final do ano já era esperado e potencializado pelas políticas de complemento e substituição de renda, acentua Ubiratan, frisando que para o primeiro semestre do ano que vem, deve-se observar o movimento pendular dessa balança pesando mais para o lado das empresas.

Demanda entre as pessoas jurídicas é o que certamente não vai faltar, haja vista que apenas no primeiro semestre de 2021, mais de 2 milhões de negócios, entre micro, pequenos e MEI foram abertos no Brasil, conforme demonstra o Sebrae.

Possivelmente, neste universo se encontram muitos brasileiros confiantes que um futuro, senão muito melhor, pelo menos suportável, tende a surgir em nossa economia. De preferência, o quanto antes.

Contudo, a grande maioria desse imenso contingente está fazendo do ato de empreender uma tábua de salvação frente ao desemprego, que também prossegue altíssimo, como seria de se esperar em meio a pandemia, volta da inflação, juros altos etc.

Eis o cenário para que continuem crescendo entre nós os bancos digitais e as fintechs de crédito, pois os negócios de menor porte reúnem nada menos do que 30% do Produto Interno Bruto (PIB) e mais da metade dos empregos gerados no país.

Bom motivo, sem dúvida, para que startups e até mesmo players mais calejados na arte de mesclar finanças e tecnologia intensifiquem suas ações rumo a este nicho, o mesmo se aplicando às famílias e aos Microempreendedores Individuais (MEI).

O ganha-ganha existente por trás desta definição estratégica é altamente provável.

Recorrer exclusivamente aos chamados bancões, no caso dos tomadores, ou prospectar os outros dois terços do mercado- no caso de quem concede recursos – são gargalos de atenuação mais difíceis ainda em situações emergenciais como a dos nossos dias.

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