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Selic e inflação: como essas variáveis econômicas impactam no custo do seu financiamento

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Selic e inflação: como essas variáveis econômicas impactam no custo do seu financiamento

Com os juros mais altos, empresas que buscam se financiar no mercado de crédito precisam fazer um desembolso maior  

 O mercado criou uma ligeira expectativa que a retomada do crescimento econômico viria em 2021, mesmo diante de todo esse cenário negativo e a crise sanitária que assola o mundo. No entanto, os indicadores mostram que estamos caminhando numa direção que tende a ficar marcada como o pior ano da pandemia.

A nossa economia segue operando em alto nível de ociosidade e, alguns fatores como o lockdown, novos recordes de UTIs lotadas a cada dia e as classificações de restrições para circulação dos consumidores nos estados, impulsionam ainda mais esse cenário.

O crescimento econômico está muito aquém do esperado, em 2020 não tivemos progressos significativos no front inflacionário, com alta de 0,21 pontos percentuais na taxa de inflação (o IPCA subiu de 4.31% em dezembro de 2019 para 4,52% no mesmo período em 2020). Não seria muito se o país não estivesse passando por um período tão delicado. Por outro lado, o governo seguiu com o seu compromisso e reduziu a taxa SELIC, a 2 pontos percentuais.

Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, se reúne para discutir a taxa de juros básica de juros (Selic). Tudo indica que aquele movimento de redução da taxa que vimos em 2020, tende a seguir o rumo contrário este ano. O mercado está estimando um ajuste de 0,50 p.p já nesta primeira reunião.

"Apesar de parecer complexa, a conta é simples. A inflação sobe, a Selic sobe para controlar inflação. Consequentemente os juros para empresas sobe", explica o economista chefe do VADU, Ubiratan Lima.

Em relação ao custo de crédito e financiamento para as empresas, Ubiratan explica que ao ajustar a taxa de juros para conter a inflação, o governo aumenta o custo do crédito. "Os preços vão sendo reajustados com frequência. Essas remarcações podem ser pequenas ou grandes. Uma das consequências desse movimento é a alta no custo do credito".

De acordo com o economista, isso ocorre porque com os juros mais altos, as empresas que buscam se financiar no mercado de crédito, precisam fazer um desembolso maior, já que as taxas pagas por outros investimentos, como títulos do governo (pós-fixados ou fixados à inflação) também sobem. "Investimentos remunerados sob juros tendem a se valorizar com a alta da taxa, aumentando assim os custos de financiamento para o tomador", concluiu.

É importante lembrar que os bancos vão ajustando a taxa de juros na ponta, tomando como parâmetro uma estabilidade da economia. Alguns ajustes para baixo foram feitos em 2020, porém, tímidos. Devido a crise caudada pela Covid-19 essa foi a maneira que os bancos encontraram para se proteger de um cenário de inadimplência.

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