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Promessas e desafios do Pix Parcelado

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Promessas e desafios do Pix Parcelado

Prevista para 2023, a novidade já é tida como um dos momentos mais disruptivos desde a chegada do Pix, com forte impacto presumível sobre o sistema nacional de pagamentos 

No campo das promessas, certamente podemos esperar a repetição de aspectos que têm feito do sistema de transferências eletrônicas, lançado pelo Banco Central em novembro de 2020, um festival de praticidade e inovação.

Dentre os desafios, a grande dúvida é como o Pix Parcelado vai conviver com autênticas instituições nacionais como os cartões de débito e crédito, algo que faz do nosso país – guardadas as devidas proporções - um precursor natural do Compre Agora, Pague Depois, o BNPL que hoje começa a ganhar o mundo.

Números colecionados até aqui pelo Pix deixam mais que evidente o verdadeiro reboliço prestes a se estabelecer no mundo das transações comerciais, sobretudo numa época de dinheiro tão escasso quanto caro.

Segundo levantamento da Neotrust, empresa especializada em soluções para e-commerce, já em abril deste ano o volume de pagamentos com Pix atingiu a marca de 11,5% do total movimentado pelo comércio eletrônico no país, contra uma participação de apenas 2,6% registrada um ano antes.

Do ponto de vista do faturamento, 4% de tudo que entrou nos caixas das empresas o fez desta forma, desempenho superado apenas pelos 4,2% de dezembro último, quando o Pix correu solto nas compras de fim de ano.

Tal performance notável só tende a melhorar quando o Pix Parcelado se tornar também uma realidade, o que já deve estar causando sérias reflexões entre emissores e adquirentes de cartão de crédito Brasil afora.

As projeções existentes nestas áreas esbarram, inevitavelmente, no precedente surgido com o declínio vertiginoso, registrado em menos de um semestre, pelos antes moderninhos TED e TF, após o sistema revolucionário do Banco Central aterrissar em nosso dia a dia.

Até aqui, porém, tal sucesso retumbante se deu no âmbito das operações P2P, isto é, de pessoas para pessoas, se aproximando agora um boom de contornos presumivelmente semelhantes no chamado P2M (transações entre pessoas e lojistas).

Em meio a tanto planejamento e emprego de alta tecnologia, um fator decisivo para a decolagem desta nova etapa é intangível, pelo menos por antecipação: a melhoria da experiência de usuário – UX, conforme se resume em inglês.

Se para quem antes pegava até mesmo mais de uma fila de banco para fazer alguma quantia se movimentar entre duas instituições, fossem da mesma bandeira ou de marcas concorrentes, passar um cartãozinho num caixa eletrônico e resolver coisas assim bem mais rápido, um dia pareceu algo digno de ficção científica.

Tal impressão se acentuou, sem dúvida, quando o Pix passou a perna em seus antecessores, com hora certa para o dinheiro sair de uma conta e entrar na outra, incluindo cobrança de tarifa, dependendo da modalidade de operação escolhida pelo consumidor.

Sem falar nos pagamentos por meio de boletos cheios de códigos de barras a ler e números enormes a digitar, não raro para desviar a quantia para a conta corrente de algum fraudador.

Pois bem, se não fossem inanimados, cartões de plástico possivelmente já estariam perdendo o sono, algo que, se não ainda nesse nível, com certeza está gerando um alvoroço considerável nos bastidores do segmento.

Vários bancos iniciaram experiências do gênero nos últimos meses frente à clara necessidade de ajustes urgentes num segmento onde o ciclo de pagamento é de 30 dias para transações regulares com cartão de crédito, sendo a metade dos negócios do gênero efetivada no "parcelado sem juros".

Enquanto isso, quem compra a prazo tem tudo para acalentar novos sonhos envolvendo velocidade, simplificação e, o que é melhor, agilidade na obtenção do hoje tão precioso crédito, tanto para pessoas físicas quanto empresas.

Enfim, surfando ou não a nova onde gigantesca que se aproxima, quem viver verá. 

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