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Pandemia freia abertura de novas empresas no país

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Pandemia freia abertura de novas empresas no país

Levantamento aponta uma retração de 10,0%, a segunda no ano  

O aperto no orçamento do Governo, principalmente no segundo ano da pandemia impactou a economia e, consequentemente, o desenvolvimento do país a partir de alguns setores importantes como indústria, serviços e comércio.

A desconfiança na economia, motivada pelo atraso dos programas de estímulo ao crédito para pessoas jurídicas, ganhou força no segmento de Pequenas e Médias Empresas (PME) travando a abertura de novos negócios. De acordo com a Serasa Experian, o mês de abril registrou uma retração de 10,0% no número de novas empresas, em comparação com abril de 2020.

O indicador de Nascimento de Empresas apontou a abertura de 316.699 novos negócios no país. O número parece significativo, no entanto, o estatístico chama atenção para uma redução mais expressiva na categoria Microempreendedor Individual (MEI), de 11,5% no período.

O economista da Serasa, Luiz Rabi avalia que, apesar de o empreendedorismo ter sido alavancado na crise, todas as naturezas jurídicas apuradas pelo indicador, PMEs ou MEIs, estão sofrendo os reflexos dela, o que traz muita incerteza. 'As medidas de restrição mais duras ainda impostas às empresas em abril e o cenário econômico desafiador são fatores que geram incerteza aos empreendedores, por isso, mesmo com o avanço da vacinação, muitos decidiram aguardar um momento mais propício para investir no próprio negócio, já que essa etapa inicial é, quase sempre, decisiva para o sucesso da empresa', disse.

Para Ubiratan Lima, economista do Vadu, fintech especializada em análise e automação para o mercado de crédito, a inflação, a taxa de juros maior e as restrições de acesso ao crédito colocam o futuro empreendedor em situação de cautela. "Mesmo com todas as necessidades financeiras que o negócio exige, ele vai avaliar e aguardar a melhor oportunidade para obter o crédito", disse. Na avaliação do economista, esse comportamento pode ser bom para recuperação do crédito, pois assegura um certo controle da inadimplência.

Por outro lado, o economista lembra que as PMEs e MEIs representam uma parcela importante dos negócios e movimentam significativamente a economia nacional. "É preciso ficar atento, pois a desaceleração na abertura de novos negócios limita o surgimento de vagas de emprego, o que impacta na recuperação da economia, por isso, essas categorias necessitam de estímulos constantes.", finalizou.

Ainda de acordo com o indicador de Nascimento de Empresas, todos os ramos de atividades registram quedas no comparativo mensal, com destaque para: serviços (11,6%), indústria (9,7%) e comércio (5,8%). 

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