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Pandemia apressou o passo da digitalização bancária

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Pandemia apressou o passo da digitalização bancária

Bigtechs e fintechs vêm desempenhando papel essencial no surgimento de um momento relativamente novo, e sem volta, na relação entre as instituições financeiras e seus usuários 

Facilitar a vida de quem precisa movimentar dinheiro, em suas mais diversas necessidades cotidianas, tem sido preocupação recorrente dos bancos.

Ao mesmo tempo, representa a própria razão de ser de suas grandes concorrentes, as empresas cujo viés tecnológico é justamente o diferencial competitivo para alcançar este objetivo.

Com a pandemia, a exemplo do ocorrido em outros momentos críticos da história, certas uniões improváveis acabaram se consumando.

No campo das finanças, um dos exemplos emblemáticos está nos dados reunidos em recente pesquisa do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês).

Sediada na Suíça, a entidade reconhece ter havido, nos dois últimos anos, um sensível aumento na presença das fintechs e suas "naves-mães", as bigtechs, neste universo.

O inusitado, segundo o FSB, é que as instituições financeiras tradicionais também se beneficiaram com tanta inovação digital, como se aquele tio de uma geração anterior à nossa tivesse tomado um choque de realidade hitech, passando a viver de forma mais ágil, simplificada e funcional.

De acordo com o estudo, por exemplo, houve uma evolução média de 6,5%, em 2019, para 44,5%, apenas um ano depois, no uso de carteiras digitais nas atividades do e-commerce, movimento que tem por trás uma forte atuação das bigtechs.

No caso da China, esse número chegou a 72%, enquanto nos Estados Unidos, a utilização do recurso evoluiu de 24% para 30% no mesmo período.

"A pandemia de Covid-19 teve um impacto significativo na estrutura do mercado de serviços financeiros do varejo. As tendências para a digitalização de serviços financeiros se aceleraram e algumas mudanças vieram para ficar", disse o FSB, em meio a tais revelações.

Embora seja difícil apontar perdedores quando um setor se renova de forma tão generalizada e rápida, as fintechs maiores e os chamados "incumbentes" têm sido os principais beneficiários de todo este panorama, valendo-se para isso de elevados investimentos e de uma base maior de clientes para ganhar participação durante a pandemia.

Quem ainda duvida disso tem uma boa razão para mudar de ideia, diante de outra informação apontada pela pesquisa do FSB: a receita de bigtechs cresceu 17% entre 2019 e 2020, com a capitalização de mercado dessas empresas avançando 57% neste intervalo.

As fintechs menores, por sua vez, sofreram um impacto relativo na pandemia, considerando-se que o fluxo de recursos se reduziu e muitos desses players dependiam de investidores, que acabaram escasseando.

Contudo, em sua somatória, as conclusões do estudo apontam que a presença crescente de bigtechs e fintechs no setor financeiro promovem benefícios incluindo redução de custos e inclusão financeira, sobretudo, nos países emergentes.

O FSB ressalva, porém, a existência no cenário de riscos como a concentração de mercado, ante tal crescimento de empresas tecnológicas no setor financeiro, que além de passar ao largo de certos preceitos regulatórios, podem ver muito do que já construíram ruir da noite para o dia, mediante percalços como os cada vez mais temidos ataques cibernéticos. 

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