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O que vem por aí no setor financeiro?

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O que vem por aí no setor financeiro?

Pix, Open e Finance Bank são alguns dos avanços que mostram estar apenas começando a grande disputa travada por bancos, fintechs e afins para conquistar todos nós 

Se a maioria das fintechs não se transformou em grandes bancos, fazendo assim jus à motivação de sua chegada, anos atrás, não se pode dizer o mesmo dos chamados bancões, que ano após ano vêm tomando um banho de tecnologia, para mudar ao menos sua forma de operacionalizar os mesmos produtos de sempre, mas já com uma visível pegada para melhorar a experiência do cliente.

Além da evolução tecnológica, mudanças legais vêm modernizando o jeito de o brasileiro lidar com o pouco dinheiro que ainda lhe resta, pois sejam boas ou más notícias, hoje elas chegam em tempo real, na tela até do mais básico dos smartphones.

Mas o que será que este maravilhoso mundo novo nos reserva para o ano que se vem? E os próximos?

Bem, certamente há muitas bolas de cristal voltadas a encontrar respostas para tais perguntas e, por mais que as coisas estejam acontecendo rapidamente, alguns prognósticos se destacam, até mesmo pela frequência com que são apresentados.

Um deles, é que o setor será protagonista, e não apenas coadjuvante na revolução já em curso no mundo da tecnologia que promete continuar intensificando, sob o patrocínio da quinta geração da internet - a popular 5G -, assim como a Internet das Coisas IoT e uma estrela já conhecida e que tem tudo para brilhar ainda mais, chamada Big Data.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), o segmento tem investido mais de R$ 25 bilhões por ano para acompanhar de perto tudo isso, sendo pelo menos 10% deste valor em sintonia com o nosso artigo de ontem, mostrando que 83% das empresas brasileiras se preocupam com o tema, conforme pesquisa mundial da PricewaterhouseCoopers.

Num cenário assim, setores específicos como o de cartão de crédito, hoje tratados como ecossistemas, são o nascedouro de plataformas com forte presença também das fintechs e outras startups focadas na área financeira, que - a exemplo dos bancos - prometem continuar surpreendendo o mercado.

Multicanalidade (integração entre os atendimentos físico e virtual), novas formas de pagamento e e-commerce, com a chegada de muitos novos players para participar deste autêntico banquete da inovação, têm sido realmente muito citados nas previsões publicadas na imprensa e mídias sociais.

Outra tendência forte que se vê é a crescente desmaterialização das operações, já parcialmente virtualizadas, fenômeno que já tem até nome: Defi, em inglês.

Nestes tempos mais novos ainda, os serviços financeiros terão como base blockchain e smart contracts, documentos eletrônicos cuja inteligência, a partir do próprio nome, denota a ausência de intermediários.

Quando fala de coisas assim, o Banco Central lembra, por exemplo, já ter desafiado o Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (Lift), para acelerar a criação da moeda virtual brasileira, a nossa CBDC.

Em comum, quem atua no setor enxerga, mais adiante, o fim do papel-moeda, por meio da monetização dos dados, uma trajetória aparentemente sem volta, bastando para isso perguntar: quanto você tem hoje no bolso e quanto de sua disponibilidade financeira se encontra em servidores e bancos de dados espalhados pelo mundo? Quanto, hein? 

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