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Investimento para prevenção de fraudes deve ultrapassar os U$ 11,8 bilhões em 2025

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Investimento para prevenção de fraudes deve ultrapassar os U$ 11,8 bilhões em 2025

Fraudes digitais vão gerar perdas superiores a US$ 206 bilhões em cinco anos, 10 vezes a receita líquida da Amazon  

Não há dúvidas que fraude é um problema global e que cresce cada vez mais à medida que as pessoas vão ficando cada vez mais conectadas e expostas digitalmente.

E para as empresas, qual seria o tamanho desse prejuízo?

Um estudo da Juniper Research, consultoria global especializada em serviços analíticos para o setor de comunicações de alta tecnologia, traz uma projeção de perda de U$ 206 bilhões, entre 2021 e 2025, por fraudes de pagamentos online.

De acordo com a empresa, o impacto econômico equivale a 10 vezes a receita líquida da Amazon registrada em 2020.

Atualmente, as empresas de inteligência de dados oferecem aos empresários tecnologias e dispositivos voltados para a prevenção de fraude, mas isso ainda é um desafio global, sobretudo quando considerado fatores externos que expõem a empresa a algum tipo de vulnerabilidade.

De acordo com o estudo Fraude de Pagamento Online: Ameaças Emergentes, Análise de Segmento e Previsões de Mercado 2021-2025, da Juniper Research, a pandemia elevou o número de fraudes com identidade sintética - sistema criado pelo fraudador com dados diversos ou inéditos para criação de documentos falsos - e fraudes no controle de informações financeiras.

Nesse sentido, a consultoria alerta que as empresas que atuam com inteligência de dados para prevenção a fraudes de pagamento devem concentrar os seus esforços no compartilhamento de dados para maximizar as informações, bem como ampliar o escopo de atuação com Big Data, Inteligência Artificial e machine learning para lidar com o aumento no número de conexões e a "criatividade" dos fraudadores.

Para o co-autor da pesquisa, Nick Maynard, a grande quantidade de transações de pagamento online em todo o mundo requer o aproveitamento desses dados transacionais para o trabalho contínuo para o mapeamento de soluções das transações fraudulentas. "Os provedores de pagamento que podem usar esses dados para identificar novas fontes e táticas de fraude serão aqueles que provarem ser os mais resilientes a essa perda significativa de mercado", explicou.

Conforme a pesquisa divulgada nesta semana, apenas em 2021 o percentual de fraudes relacionadas a pagamentos digitais para bens físicos já responde por quase a metade de todo o prejuízo das perdas por fraudes no mundo, cerca de 47%.

Para Michel Varon, CEO do Vadu, fintech especializada em análise e automação para o mercado de crédito, a contribuição para prevenção a este tipo de fraude deve partir de ambos os lados. "O consumidor deve se resguardar e ficar atento ao ambiente digital onde compartilha os dados. Com relação às empresas, o trabalho vai além do tratamento dos dados do consumidor, essas informações também devem estar bem protegidas por meios de mecanismos diversos oriundos de sistemas como o Big Data, ou mesmo a criptografia, reduzindo o risco de exposição ou fraudes", diz.

Ainda de acordo com a pesquisa, até 2025 o setor de risco de detecção a fraudes terá que aumentar em 26,8% os seus investimentos em prevenção. O estudo estima que esse montante deve ultrapassar U$ 11,8 bilhões em 2025. Atualmente o valor anual está em U$ 9,3 bilhões.

No Brasil, o crescimento das fraudes durante a pandemia tem desafiado as instituições financeiras, conforme mostra o Infocredi360 em matéria do dia 28 de junho. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os investimentos do setor em cibersegurança chegaram a R$ 2,5 bilhões em 2020. Uma das áreas de aportes é a de monitoramento e detecção de operações não usuais que podem oferecer risco de fraude.

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