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'Hoje é crescente a alocação de recursos de investidores em ativos que enderecem a agenda ESG', diz diretor do BC

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'Hoje é crescente a alocação de recursos de investidores em ativos que enderecem a agenda ESG', diz diretor do BC

Executivo participou de debate com especialistas do setor de crédito, financiamento e investimentos.

A preocupação com um futuro mais sustentável, diariamente, ganha atenção global. Para o mundo dos investimentos, isso também significa uma mudança de condutas e novas práticas. Ou melhor, a inclusão de uma nova diretriz: a dos investimentos que levam em conta critérios de sustentabilidade; ou ESG – Environmental, Social and Governance (em português, Ambiental, Social e de Governança).

A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (ACREFI) reuniu, nesta semana, nomes importantes na live 'ESG: Como construir um futuro sustentável' para debater as novas diretivas do Banco Central do Brasil ao mercado financeiro, o pilar Sustentabilidade, que faz parte da Agenda BC#, as principais questões sociais, ambientais e de governança adotadas pela B3 e também o funcionamento do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

Durante o evento, Otávio Ribeiro Damaso, diretor de regulação do Banco Central do Brasil, falou o papel do BC no incentivo das finanças sustentáveis e alocação de recursos de investidores em ativos que enderecem essa agenda ESG. "Os objetivos da nossa agenda é assegurar a missão institucional, estabilidade financeira e eficiência do SFN, estabilidade de preços (política monetária), além de fomentar o desenvolvimento das finanças sustentáveis e ampliar a oferta de recursos a um custo menor", ponderou. "Hoje é crescente a alocação de recursos de investidores de todos os tipos em ativos que enderecem a esta agenda ESG", continuou.

De acordo com ele, os riscos nas três áreas do chamado ESG estão interligados. "Os riscos social, ambiental e climático estão interligados. No social - ocorrência de assédio que afeta a reputação e a capacidade de pagamento da empresa; no ambiental – o risco operacional: ações de reparação devido à ocorrência de discriminação; climático – risco de liquidez: interrupção do fluxo de captação devido a escândalo envolvendo direitos humanos", citou.

O executivo citou a temporada de incêndios da Califórnia (nos Estados Unidos) como exemplo para explicar como os fatores climáticos podem influenciar o mercado financeiro. "Muitas vezes as casas queimadas têm algum financiamento ou hipoteca atrelada a elas, então, quando estas catástrofes acontecem, a capacidade de crédito é comprometida, pois afeta as garantias que estão sendo dadas. Por isto, cabe a instituição avaliar e trabalhar este risco melhor antes de conceder o crédito", disse.

Sobre a agenda de sustentabilidade do Banco Central relacionada ao sistema financeiro, Damaso ressaltou o aperfeiçoamento da gestão de risco financeiro das Instituições Financeiras (Ifs), a ampliação dos requisitos de transparência e desenvolvimento do bureau de crédito rural verde com critérios de sustentabilidade. 

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