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Golpes financeiros crescem durante pandemia

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Golpes financeiros crescem durante pandemia

Mais de 60 milhões de brasileiros já sofreram algum tipo de fraude financeira na internet  

Os golpes financeiros foram um dos tipos de fraudes que mais prejudicaram os brasileiros durante a pandemia da Covid-19. As notícias foram recorrentes durante o ano passado. Tudo indica que 2021 segue pelo mesmo caminho, uma vez que as quadrilhas especializadas nesse tipo de crime vêm se atualizando e diversificando o seu modo de atuação.

Um levantamento realizado este ano pelo Instituto Locomotiva e a Serasa Experian mostrou que mais de 60 milhões de brasileiros já sofreram algum tipo de fraude financeira na internet.

Com relação ao ambiente virtual, os golpes que mais aparecem são: boleto falso, clonagem do whatsapp e do cartão de crédito, falso sequestro com pedido de resgate via Pix e site falso de compras.

Os golpes vêm crescendo à medida que os serviços financeiros oferecidos pelos bancos e empresas se tornaram mais digitais. Com o isolamento social, uma grande parcela dos consumidores passou a utilizar mais a internet e os aplicativos para realização de pagamentos e outras transações financeiras. Muitos não tinham experiência com tecnologia e ficaram mais expostos a fraudes.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em 2020, durante a quarentena houve um aumento de 60% em tentativas de golpes financeiros contra pessoas acima de 60 anos. O golpe da falsa central telefônica e do falso funcionário do banco cresceu 340%, apenas nos dois primeiros meses de 2021, aponta a entidade.

Atento a este movimento, o Governo Federal sancionou a Lei n° 14.155, de 28 de maio de 2021, que prevê punições mais severas para fraudes e golpes financeiros cometidos em meios eletrônicos.

A Febraban classifica os golpes como engenharia social, que consiste na "manipulação psicológica do usuário para que ele forneça informações confidenciais, como senhas e números de cartões, para os criminosos, ou faça transações em favor das quadrilhas", diz em nota.

A pesquisa do Instituto Locomotiva também apontou que 36% dos consumidores que sofreram algum golpe, como os citados acima, não registraram qualquer tipo de queixa nos canais dos prestadores dos serviços financeiros, ou denunciaram às autoridades. Esse é um comportamento contrário ao que orienta os especialistas e entidades do setor financeiro. A denúncia deve ser feita imediatamente.Ainda de acordo com a pesquisa, dos respondentes, apenas 35% conseguiram recuperar todo o valor do golpe.

Em nota, a Febraban disse que os bancos investem constantemente em ações de orientação ao consumidor como prevenção a fraudes financeiras. Além disso, o setor investe cerca de R$ 2 bilhões anuais em sistemas de tecnologia da informação voltados para segurança.

"Queremos contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de prevenção a fraudes e do uso seguro dos canais digitais no país", afirmou Adriano Volpini, diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da Febraban em evento online.

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