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Fintech, sua vida financeira ainda vai ter uma

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Fintech, sua vida financeira ainda vai ter uma

Quem não se lembra de slogan semelhante, usado para vender o conceito do então "carro a álcool", que até hoje se mantém cambaleante no mercado, devido a fatores conjunturais?

Se você é dessa época, certamente se recorda daquele momento de indisfarçável orgulho nacional.

A grande diferença com o fenômeno fintechs, porém, reside no fato de as startups mestres na arte de unir finanças e tecnologia estarem contando com um generoso vento de calda, justamente ao contrário do ocorrido com a solução igualmente brilhante envolvendo o abastecimento de nossa frota automotiva.

No primeiro caso, levantamento recém-divulgado pela Zetta - entidade que congrega fintechs - mostra que perto de 40% dos correntistas de bancos tradicionais já se relacionam também com suas concorrentes, cujas marcas registradas incluem sua indisfarçável pegada estilo 'Geração Z'.

Essa reedição parcial do êxodo bíblico tem como promessa divina – até aqui cumprida à risca –uma forma bem mais flexível e rápida de trabalhar e ter atendido - quando a análise de crédito permite - demandas financeiras bem mais complicadas de resolver num passado recente.

Do jeito que as coisas caminham na área de serviços financeiros, com Pix, Open Finance e tudo mais, logo teremos pelo menos a metade dos clientes bancários também se relacionando com bancos digitais e afins e até mesmo de forma exclusiva, em alguns casos.

Em contrapartida, embora o 'carro flex' hoje saia aos montes das montadoras, a adesão ao metanol nem faz cócegas em nossa crônica necessidade de ao menos diminuir a dependência do petróleo importado, quadro cujo poder destrutivo sentimos com força redobrada no bolso diante de episódios como o atual conflito Rússia-Ucrânia.

Isto se deve, em grande parte, a variáveisdo mercado mundial de commodities que tornam a cana de açúcar ora mais viável à produção de combustível, ora mais interessante para as usinas dedicadasao refino do açúcar, realidade que ainda inibe a preferência do brasileiro pelas bombas literalmente verdes, ao encostar seu carro no posto.

Novamente, ficam gritantes aqui as disparidades entre o nosso "carro a álcool", motivo de orgulho beirando o ufanismo quando do seu surgimento, mas ainda com freio de mão a meio pau; e a escalada das fintechs em menos de dez anos de convivência conosco, o que já permite se prever um futuro bem mais promissor para elas.

Se o contraste entre o litro do etanol e da gasolina frente ao respectivo rendimento por quilômetro não tem sido suficiente para sensibilizar o consumidor local diante das bombas, o quadro é bem outro, por exemplo, quando se pensa nas tarifas das fintechs comparadas às dos bancos.

Levantamento da consultoria Sensor Tower, compilada pelo Bank of America – por exemplo - mostra que os bancos digitais já ocupam posição importante no volume de aplicativos baixados por aqui: nada menos de 368 milhões de downloads, entre de 2012 e março último.

A própria Zetta calcula que os clientes de suas associadas economizaram em 2021, com a isenção ou redução de tarifas, 67% do custo estimado para o Auxílio Brasil neste ano, o equivalente a 55% do salário mínimo para cada cliente, tudo isso calculado em cima de números oficiais do Bacen.

Bem, parece não haver mágica nenhuma nisso tudo, apenas novos e bons fatos para motivar nossa reflexão. Ah, resta apenas uma singela e recorrente pergunta: "vai abastecer como, doutor"?

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