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Fiagro, a promissora aposta no campo

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Fiagro, a promissora aposta no campo

Criados há pouco mais de um ano, os Fundos de Investimento do Agronegócio ainda estão engatinhando, como era de se esperar, mas suas perspectivas não poderiam ser melhores  

As dificuldades enfrentadas pelo agro, em busca de financiamento a cada nova safra, encontram hoje no mercado de capitais importante alternativa para continuar respondendo por mais de uma quarta parte do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Por sinal, esse é um dos motivos que tornam os Fiagros atraentes, assim como o fato de isentarem seus investidores do sempre voraz Imposto de Renda para Pessoas Físicas (IRPF).

Ao mesmo tempo, as perspectivas positivas proporcionadas pelo histórico bem-sucedido do setor, ao longo dos anos, levam a crer que a adesão a esta fonte alternativa de crédito para sua cadeia produtiva promete crescimento.

Segundo analistas, igualmente animador é o fato de o rendimento médio anual para estes papéis estar estimado em até 8%, acrescido da variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

Espera-se, portanto, que já no próximo ano haja números bem mais pujantes que os atuais, ou seja, pouco mais de 46 mil investidores, até março último, e um patrimônio líquido acumulado em torno de R$ 3,5 bilhões, enquanto os fundos imobiliários, por exemplo, contam com 1,58 milhão de cotistas, distribuídos em 394 produtos, segundo a B3.

A favor dos Fiagros, além da própria pujança do segmento econômico que eles têm por trás, pesa favoravelmente a velocidade dos acontecimentos, desde a edição da Lei 14.130/21.

Regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por meio da Resolução 39, em julho do mesmo ano, já em outubro teve o primeiro produto registrado na B3, o fundo RZAG11, da gestora Riza.

Hoje, são 24 no total - 22 FIIs (Fundos Imobiliários) e dois FIDCs (Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios) - estes últimos ainda exclusivos para investidores qualificados, uma vez que a já aprovada modalidade varejo ainda não entrou em vigor.

Classificados em três categorias: FIDCs – via Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e outros títulos de crédito do setor, como CPRs, CDAs e LCAs ; FIIS (terras agrícolas e CRAs); e Fiagro-FIP (participações societárias), os Fiagros são regidos pelo mesmo padrão dos fundos imobiliários.

Isto é, a gestora anuncia o IPO na B3, os investidores fazem suas reservas de cotas e o fundo é fechado, reabrindo de acordo com o ritmo dos novos aportes, ficando o ingresso de cotistas no âmbito do mercado secundário.

E então, quem se habilita? 

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