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Entenda o que é ESG e sua importância para o setor financeiro

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Entenda o que é ESG e sua importância para o setor financeiro

Em um cenário de muitas incertezas causadas pela Covid-19, as práticas de ESG estão mudando as rotinas das empresas.  

A sigla ESG (Environmental, Social and Governance) vem da junção de alguns conceitos de desenvolvimento sustentável; ambiental, social e de governança.

As práticas estão ganhando cada vez mais força sob o aspecto da globalização. Mundo a fora, as diretrizes da ESG estimulam práticas de processos e ferramentas de gestão necessárias para garantir não somente o cumprimento das leis por parte da empresa, mas também impactar socialmente a sua comunidade. É natural que os colaboradores e a sociedade se sintam mais motivados e comprometidos com o propósito da empresa quando ela oferece propostas sustentáveis que vão atingir suas vidas de forma positiva. Essas propostas nem sempre necessitam de altos investimentos, mas quando aplicadas, agregam valor social as pessoas com quem a empresa se relaciona e influencia positivamente a sociedade. Por isso, a ESG está se tornando uma prioridade mundial.

Segundo o International Business Report (IBR), estudo realizado pela consultoria Grant Thornton, os empresários brasileiros não têm dúvidas quando o tema aborda a importância das práticas ESG nas organizações. Para 89% dos entrevistados, ESG é importante para os negócios.

Mais de 90% deles também afirmam que as práticas ambientais, sociais e de governança podem melhorar a imagem da empresa no futuro (43% concordam e 48% concordam fortemente). No que se refere ao relacionamento com clientes e fornecedores, 54% concordam e 38% concordam fortemente que pode melhorar. Finalmente, questionados se as práticas ESG podem abrir novas fontes de financiamento a taxas mais baixas, 53% concordam e 31% dos empresários concordam fortemente.

Quais os impactos para os negócios das empresas?

O Brasil ainda é carente de produtos financeiros que ressaltem os fatores ESG, que levam em conta critérios ambientais, sociais e de governança para tomada de riscos por parte das instituições financeiras, o que faz com que tais produtos não sejam tão atraentes como os convencionais no mercado nacional.

Para a Grant Thornton Brasil, é preciso ter ESG como critério eletivo, ou seja, que estes critérios sejam o ponto central da análise de risco x oportunidade de retorno de investimento (no caso o banco). A arquitetura financeira é complexa e o atendimento aos critérios são, geralmente, o ponto frágil em soluções financeiras neste sentido.

De acordo com a consultoria que é referencia em auditoria, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central (BC) poderiam estabelecer critérios e criar indicadores para determinar os critérios ESG e fazer o acompanhamento para averiguar se os produtos estão em conformidade com as práticas.

Do outro lado, os investidores aparentemente começam a ficar mais atentos, especialmente depois da carta aberta a todos os países onde a Black Rock possui investimentos, a maior gestora de investimentos do mundo se posicionou dizendo que deixaria de investir em setores intensivos em carbono, reposicionando os recursos para mercados mais sustentáveis.

Um ponto importante a ser considerado é que as agências de classificação estão despertando a atenção de investidores para riscos ESG de forma explícita, a exemplo da Bloomberg, que possui um painel de indicadores de risco por empresa listada na B3 e certamente segue essa mesma rotina em outros países. Uma análise crítica da Bloomberg sobre risco ESG para ações de empresas com capital aberto é impactante sob o ponto de vista de tomada de decisão por parte de investidores.

O mercado espera que em breve as empresas passem a divulgar as suas informações, sob o aspecto da ESG, seguindo outros padrões obrigatórios do mercado de capitais, como a publicação de balanços pelas companhias abertas. Continentes como a Europa e África do Sul já seguem essas diretrizes há bastante tempo.

A Global Reporting Initiative (GRI), organização internacional que ajuda empresas, governos e outras instituições a compreender e comunicar o impacto dos negócios em questões críticas de sustentabilidade, possui diretrizes diversas sobre publicação de relatórios de sustentabilidade inclusive setorialmente e é hoje uma referência no mundo. 

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