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Crédito, pandemia e sustentabilidade: tudo a ver

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Crédito, pandemia e sustentabilidade: tudo a ver

Futuro do planeta deve ser o maior beneficiário de novos rumos emergentes no setor financeiro  

Quem participou da última edição do Brazil Wind Power, desconectou seu smartphone ou PC no final com algumas certezas, em meio a tantas dúvidas que permeiam o futuro da humanidade frente às consequências do efeito estufa, dentre várias outras mazelas ambientais.

Nomes como Jalce Leal Rodrigues Jr, gerente executivo do Banco do Brasil, afirmaram achar praticamente impossível a existência de agentes financeiros, num futuro bem próximo, capazes de se manter em boa posição no mercado sem garantir a ausência de aspectos negativos para a sociedade naquilo que financiam.

"A instituição financeira, como intermediária, aloca o capital do investidor, nosso cliente também", disparou o executivo. "Tenho que prestar ainda muito mais atenção onde eu aloco o capital dos investidores e o nosso próprio", acrescentou.

Daquele momento em diante, seguiram-se testemunhos como o do Santander Brasil, cujo Head de Energia (cargo, um tanto quanto inimaginável num banco tempos atrás, convenhamos), garante que sua instituição financeira mobilizou 120 bilhões de euros em 2019 abrangendo financiamentos ligados à utilização de recursos naturais renováveis para os seis anos seguintes.

Ocupante de cargo equivalente nas área de Project Finance do Itaú BBA, Wilson Chen Chang citou a meta do banco de conceder R$ 400 bilhões em créditos sustentáveis no mesmo período. "Cada vez mais há incorporação de novos aspectos a uma nova ótica de entendimento do impacto do projeto", justificou o executivo.

Participações como estas deixaram claro que o Brasil já deu o pontapé inicial, mas que muito ainda falta a ser feito no âmbito da ESG por aqui, em tudo que se refira a práticas limpas, sejam de cunho ambiental ou ético, via boa governança nos mais variados negócios.

A pandemia de COVID-19, na opinião de vários debatedores do Brazil Wind Power, teve - e ainda está tendo - um papel importante na conscientização ao redor de valores como estes, pois - a exemplo das pessoas que revisaram suas prioridades ao estarem tão perto da morte no último um ano e meio -, quem possui nas mãos o capital teve bons motivos para refletir melhor quanto às motivações dos projetos que avaliza.

Dentre os claros exemplos disto está o fato de não termos ainda um número expressivo de fundos exclusivamente voltados ao jeito ESG de pensar, agir e, claro, ganhar dinheiro.

Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos foi formado um pool de 13 bancos para financiar um parque dedicado ao aproveitamento dos ventos (energia eólica), enquanto mais que o dobro disto se mobilizou em prol de empreendimento semelhante, localizado no Mar do Norte.

Mas as conclusões do encontro virtual não serviram apenas para deixar cabeças quentes, diante da gigantesca lição de casa que o mundo financeiro tem pela frente em nosso país.

Certamente, a competitividade na área tende a abrir novos rumos e um número igualmente inimaginável de oportunidades para as instituições e até mesmo seus profissionais, sobretudo os que já estejam se preparando há algum tempo para atender às novas demandas dos clientes de seus empregadores.

Meio cheio ou meio vazio, não importa. Independentemente da forma que se enxergue hoje este enorme copo, o mundo precisa mesmo é que ele transborde. E o quanto antes... 

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