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Combate a invasões digitais requer tecnologia combinada a boas práticas

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Combate a invasões digitais requer tecnologia combinada a boas práticas

O aumento de ataques cibernéticos nesses tempos de home office promete ir além da pandemia, mas felizmente é possível mitigar o risco causado pela ação deletéria dos hackers

Mesmo com o declínio nos números de infectados e vítimas fatais do novo coronavírus, continua aumentando o registro de ataques contra os sistemas corporativos, hoje acessados de forma remota por grande parte das equipes.

Pesquisa realizada pela especialista em segurança digital Tenable, inclui entre seus resultados a relação direta entre este quadro e a pandemia de COVID-19, estabelecida por 75% das empresas ouvidas.

Providências têm sido tomadas, claro, frente e este verdadeiro surto de invasões cibernéticas, mas, a exemplo do inimigo biológico que assola o planeta, os igualmente sorrateiros cibercriminosos têm evoluído e mudado de estratégia para continuar burlando as ferramentas de defesa disponíveis.

Serve como alento, no entanto, o fato de esse mesmo levantamento ter trazido à tona alguns dos principais causadores de vulnerabilidade frente ao cenário atual e até mesmo futuro, pois a prática de fazer da própria casa uma extensão do escritório, antes exclusivamente presencial, já mostrou ter chegado para ficar.

O primeiro ponto crítico apontado no estudo foi a maior superfície para ataques proporcionada pela utilização de redes domésticas, onde vários dispositivos a elas conectados agora dividem espaço com dados de clientes e registros financeiros, diminuindo assim a visibilidade e, consequentemente, o controle das empresas sobre as práticas preventivas observadas pelos seus funcionários.

Igualmente preocupante tem sido a migração de funções essenciais dos negócios para nuvens, tendo quase uma terça parte das corporações que ainda não o fez, declarado na pesquisa que pretende adotar esta opção até 2023.

Completando a lista dos principais temores relacionados a ataques cibernéticos, cujo pico – ao que tudo indica – ainda não chegou, os especialistas apontam falhas de segurança em softwares adquiridos de terceiros que os usuários já utilizavam, e agora ocupam o mesmo ambiente onde se alojam preciosas informações de suas empresas.

Uma vez conhecidas algumas das principais portas para a entrada de tantas ameaças nos organismos corporativos, espera-se que esse grave problema logo também tenha a sua vacina, cuja eficácia só poderá ser atingida se a combinação entre tecnologia e boas práticas seguir lógica semelhante à desejável união entre ciência e comportamento, no tocante ao combate da crise sanitária. 

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