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Cofres abertos para o verde

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Cofres abertos para o verde

BNDES mostra na COP26 que vai destinar R$ 120 bilhões em linhas de crédito para empresas dispostas a participar dos esforços globais frente às mudanças climáticas  

De um lado, cobranças de boa parte do mundo para que o Brasil amplie o combate ao desmatamento dos "pulmões do mundo", como aprendemos a chamar a Amazônia ainda na infância, numa época em que sequer se imaginava o aquecimento global, hoje tão preocupante.

De outro, defensores da causa ambiental dentro do próprio país, ostentando bandeiras como a de que florestas em pé são um bom negócio não apenas para manter a humanidade viva – ou, no mínimo, bem mais saudável.

Trata-se, segundo essa linha de raciocínio, de um ato sobretudo inteligente, ao evitar que se jogue no lixo um ativo igualmente gigantesco e contemporâneo, representado pelos créditos de carbono.

Em meio às acaloradas discussões envolvendo ativistas, políticos, entidades e uma parcela expressiva da sociedade civil - que mesmo sem formação específica neste campo hoje presencia e, literalmente, sente na pele fenômenos naturais cada vez mais severos, alguns deles com feições inéditas, à medida que os termômetros sobem mais e mais, ano a ano – é inevitável pensar nos recursos financeiros necessários à reversão deste quadro.

Na segunda e última semana de discussões em Glasgow, na Escócia, onde está sendo realizada, desde 31 de outubro, a 26ª Conferência do Clima, ou COP26 (Conference of the Parties, na sigla em inglês), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está tocando justamente neste ponto, ao mostrar sua disposição em apoiar financeiramente empresas interessadas em aderir à causa.

Na verdade, será uma nova etapa dos esforços que resultaram na liberação de R$ 36,1 bilhões em operações diretas de crédito, a partir da assinatura do Acordo de Paris, em 2015, até o ano passado.

Em consequência disto, 52 milhões de toneladas de gases de efeito-estufa deixaram de chegar à atmosfera, frente aos investimentos do banco em energia limpa, preservação de florestas e mobilidade urbana.

Para os próximos cinco anos, pode-se esperar até mais, devido aos R$ 120 bilhões que o BNDES , na qualidade de pioneiro na emissão de green bonds (títulos verdes), se propõe a destinar a projetos do gênero.

Com isso, pretende cumprir a parte que lhe cabe no Plano Nacional de Crescimento Verde (PNCV), recém-criado pelo governo federal para a destinação de R$ 400 bilhões em novas linhas de crédito destinadas a atenuar as mudanças climáticas.

Diante de números assim, quem ainda enxerga nas questões ligadas à sustentabilidade aspectos apenas ideológicos e de ordem subjetiva tem uma excelente oportunidade de rever seus conceitos neste campo tão importante.

Por que não aproveitar a forte exposição do tema, proporcionada por mais uma COP, para encará-lo sob todos os ângulos, inclusive o financeiro, do qual quase sempre depende a transformação de boas intenções em resultados concretos? Pensemos a respeito! 

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