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BNDES destina R$ 1,1 bilhões em fundos de crédito para PMES

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BNDES destina R$ 1,1 bilhões em fundos de crédito para PMES

Iniciativa faz parte de projeto do banco de fomento em parceria com FIDCs.  

Diante da crise atual, o acesso a novas linhas de crédito é um incremento importante para o fomento das pequenas e médias empresas e microempreendedores. Daí nasceu um projeto do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que prevê o apoio financeiro para PMES, com soluções que ofereçam empréstimos por meios alternativos, como os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs).

O objetivo é diversificar as fontes de recursos para os pequenos negócios, melhorando o acesso ao crédito. Para isso, em maio de 2020 o BNDES fez uma chamada pública para fundos de crédito com foco neste perfil. O banco recebeu 73 propostas e tem objetivo contratar 10 delas. Dessas, três já foram contratadas e anunciadas pelo BNDES, que já decidiu a destinação de R$ 1,1 bilhão aos FIDCs contratados.

O Diretor de Mercado de Capitais e Crédito Indireto do BNDES, Bruno Laskowsky, destaca que "os FIDCs promovidos pelo BNDES representam uma iniciativa inovadora e com papel estruturante de longo prazo. Por meio da ampliação dos canais de crédito a pequenos e médios negócios brasileiros, complementam a oferta de crédito disponibilizada pelo sistema financeiro e, assim, também reforçam as medidas emergenciais conduzidas pelo Banco durante a pandemia."

Os fundos selecionados

O primeiro fundo de direitos creditórios (FIDC), voltado a micro, pequenas e médias empresas, anunciado pelo banco de fomento foi o CashMe-Plural, do BRPP, do grupo Genial.

Anunciado em março deste ano, o FIDC CashMe-Plural vai oferecer crédito de até R$ 2 milhões. Ele conta com um capital de R$ 625,3 milhões para empréstimos. Deste total, 78%, o correspondente a R$ 487 milhões, são originados do BNDES, enquanto o restante do montante, R$ 138,3 milhões são recursos provenientes da Cyrela e da BRPP, gestora do Grupo Genial. A previsão é que o custo final para o cliente na obtenção de crédito via CashMe a partir de 0,79% ao mês + IPCA, consideravelmente abaixo dos 4% ao mês, limite de custo exigido no edital.

"Estamos sempre buscando alternativas e uma oferta de crédito justa e competitiva para auxiliar os nossos clientes, principalmente diante do atual e desafiador cenário econômico. Esse financiamento chega como uma alternativa perfeita para organizar, alavancar e potencializar as MPMEs e estimular a entrada de pequenos negócios. Por meio da CashMe, o empréstimo conta com uma das menores taxas do mercado e mais tempo para o pagamento, é feito de forma totalmente digital, dando mais agilidade e segurança ao processo", afirma Paulo Gonçalves, co-founder da CashMe.

O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) Captalys MPME ofereceráfinanciamentos a micro, pequenas e médias empresas brasileiras por meio da plataforma eletrônica da fintech Tomático. A projeção é de que sejam beneficiados 22.400 MPMEs e profissionais autônomos de diversos setores.

O FIDC Captalys MPME receberá recursos do BNDES por meio da subscrição de cotas do fundo, totalizando um aporte de R$ 225 milhões. A operação também contará com aporte deR$ 167 milhões do Fundo Captalys Orion FIC FIM CP4 e de R$ 8 milhões da própria gestora Captalys, totalizando um capital mobilizado de R$ 400 milhões.

"Este novo modelo de atuação ganha ainda mais relevância e importância frente às dificuldades causadas pela pandemia, o que requer que distribuamos recursos para gerar os maiores benefícios para o maior número de pessoas, sendo elas tomadoras de crédito sustentável, com preços, termos e condições justos, ou investidores em carteiras de crédito, procurando rentabilidade estável, ambos com papéis fundamentais para fazer com que a economia volte a crescer com força", observa Margot Greenman, CEO da Captalys.

Outro fundo selecionado foi o FIDC SRM Exodus PME, que alocará os recursos em direitos creditórios originados pela estrutura física da SRM Asset e utilizará a plataforma eletrônica de financiamento da TrustHub, fintech do grupo SRM.

A expectativa da gestora e da sua plataforma digital é beneficiar mais de 15 mil empresas em todo o território Nacional, realizar 36 mil operações de crédito, com um valor médio de R$ 250 mil. O FIDC SRM Exodus PME nasce com a proposta de atender prioritariamente aos setores industrial, comércio e serviços de valor agregado.

Segundo Raphael Mansur, diretor da TrustHub, o Fundo é importante nesse momento em que as empresas estão se readequando: "É um projeto muito especial em que a TrustHub usa sua tecnologia para gerar capacidade de analisar e entregar o crédito às micros e pequenas empresas, que muitas vezes têm dificuldade de acesso a esse mercado", completa Mansur.


Do Infocredi360 com assessorias.

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