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Banking: o que vem depois do Open?

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Banking: o que vem depois do Open?

Isso mesmo, não vai terminar onde já conhecemos esta verdadeira revolução em curso na forma de movimentar e fazer render nosso rico dinheiro  

Quem pensava já ter visto de tudo em matéria de inovação bancária, em breve terá bons motivos para mudar de ideia.

Mas não se culpe por isto, pois nem mesmo o legendário Júlio Verne – escritor francês do século 19, famoso por obras antológicas como "Viagem ao Centro da Terra" e "Vinte Mil Léguas Submarinas", criadas quando, no mundo real, mal havia barcos a vapor e balões, foi capaz de prever aonde um dia chegaríamos neste campo.

Não bastassem Pix; bancos tendo em suas telas dados de correntistas da concorrência; empréstimos contratados em menos de 24 horas pelo smartphone, o universo das finanças está prestes a viver seu momento 5G, mal comparando.

Em poucas palavras, assim como as fintechs chegaram, em meados de 2013, querendo eliminar gargalos históricos acumulados nas relações banco-cliente, agora são os mesmos protagonistas daquela "crise conjugal" que buscam trazer de volta parcela expressiva daqueles e daquelas, antes clientes fiéis, mas que não resistiram aos encantos do "outro", bem mais compreensivo e moderninho.

Como quase tudo que ocorre neste campo, os números falaram mais alto, sobretudo quando executivos em suas salas envidraçadas souberam que ainda existem no Brasil cerca de 16 milhões de pessoas que, em matéria de bancos, mal frequentaram os escolares.

Este enorme "Exército Brancaleone" compõe os famosos 69% da população desbancarizada, que se hoje resolvesse abrir uma conta, dificilmente escolheria ficar horas numa fila de caixa ou balcão de atendimento presencial, haja vista o sucesso que o smartphone se transformou entre nós, em tempo relativamente curto.

Paradoxalmente, um outro estudo mostra que 53,4% dos brasileiros ainda preferem pagar suas contas e compras cotidianas com o velho e bom dinheiro em espécie, aquelas mesmas notas sujinhas, cuja tecnologia embarcada, ao longo de séculos, restringe-se ao fato de não mais rasgar à toa, um defeito de origem que antes transformava as cédulas mais populares em verdadeiras múmias de durex.

Um terceiro dado compõe o triângulo desamoroso, digamos, que em breve vai nos trazer o Open Finance: 65% dos CPFs existentes em nosso país possuem algum apontamento em birô de crédito, transformando o documento num pária, barrado ao primeiro contato com qualquer analista de crédito minimamente aparelhado.

A inteligência humana conseguiu apurar toda essa problemática, mas já é ideia corrente no setor que a artificial, prodigalizada em nossas vidas por ferramentas como Big Data e Machine Learning - mentoras de verdadeiros milagres, frequentemente contados como proezas por seus beneficiários, até mesmo em conversas de botequim -, parecem capaz de prover.

Mas para que tanta informação sobre pessoas físicas e jurídicas viajando na velocidade de milissegundos, a bordo de 'tera', 'peta' e vários outros múltiplos de bytes que ainda hão de surgir, cada vez mais gigantescos e poderosos?

Claro, o emblemático KYC ou "Conheça o Seu Cliente", tão elementar para o sucesso do setor de crédito brasileiro, em meio a ameaças que vão de golpes e fraudes à inadimplência pura e simples, causada pelos mais variados motivos, também está prevalecendo nesta mudança nos paradigmas bancários e financeiros que, atônitos, presenciamos.

Sem saber o que pensa; quer e aquilo que realmente tem no bolso, imobilizado sob a forma de escrituras e afins, seria impossível oferecer o produto certo para a pessoa correta, individualização também aplicável a nichos inteiros da economia que, por mais que paquerem as fintechs, levam para baixo do mesmo teto aquele bancão tradicional, muitas vezes onde um dia, emocionada, muita gente sacou seu primeiro salário ou a "bolsa auxílio".

Cibersegurança, evidentemente, será outra palavra de ordem neste cenário, como o Pix tem sido pródigo em demonstrar neste seu primeiro ano de sucesso, driblando aqui e ali a criatividade dos fraudadores, hackers e demais larápios de plantão.

Portanto, as cartas estão na mesa e a cada lance deste jogo eletrizante, certamente estaremos aqui para noticiá-lo, pois, com certeza, eles entrarão nesta história em vertiginosa evolução, a ponto de nem mesmo gênios como Júlio Verne terem sido capazes de prevê-la. 

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