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Ascensão da ESG: economia verde recebe mais de 20% do crédito concedido em 2020

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Ascensão da ESG: economia verde recebe mais de 20% do crédito concedido em 2020

Bancos concederam R$ 1,73 tri em crédito para empresas, que destinaram R$ 376 bilhões para atividades da categoria. 

Apontada como uma das principais apostas para o mercado financeiro, as práticas de ESG vêm demonstrando um interesse crescente pelas empresas brasileiras. As companhias estão trabalhando para mostrar uma gestão mais equilibrada as praticas sustentáveis e sociais.

Apenas no ano passado, mais de 20% do crédito concedido pelos bancos foi destinado para empresas relacionadas a economia verde, os dados são da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Na prática, a cada cinco reais emprestados em operações para pessoas jurídicas em 2020, mais de um real foi direcionado para empresas com esse perfil, um montante de R$ 376 bilhões.

A economia verde resulta em melhoria do bem-estar da humanidade e igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz os riscos ambientais e a escassez ecológica, conforme define a UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).

De acordo com a Federação, os bancos terão agora novos instrumentos para desenvolver estratégias para aumentar ainda mais a participação de setores relacionados à economia verde em suas carteiras de crédito. Essa classificação foi desenvolvida inicialmente pela Febraban em 2015 para mensurar a alocação de recursos financeiros em atividades ligadas à redução da emissão de carbono, eficiência no uso de recursos naturais e inclusão social.

Trata-se de um novo capítulo no desenvolvimento do mercado financeiro, possibilitado pelos avanços das práticas ESG. "O que vemos é um movimento que deve ganhar cada vez mais força nos próximos anos. O mercado está engajado e comprometido com negócios sustentáveis", disse Michel Varon, CEO do Vadu.

Ele lembra que estímulos como linhas de crédito, indicadores e produtos financeiros com finalidade sustentável são primordiais para o mercado. "Para atingir uma forte adesão, os estímulos e soluções no mercando financeiro devem contribuir para que as empresas consigam atender às suas expectativas, em termo de gestão sustentável, de uma maneira positiva.", disse.

Ana Buchaim, conselheira da Rede Brasil do Pacto Global e diretora de Pessoas, Marketing, Comunicação e Sustentabilidade da B3, explica que existe uma importância das companhias trabalharem uma agenda coerente de ESG. "Nesse momento crucial no qual o planeta se encontra em relação ao meio ambiente, as empresas começaram a adotar a sustentabilidade como um pilar, ganhando destaque - e trabalham para diminuir o impacto do greenwashing e, a melhor estratégia para isso, é a transparência", destacou.

Ana disse que dentro da B3 há muitos índices e, alguns deles, estão ligados aos fatores ESG. "Temos o ISE B3, que é uma iniciativa pioneira - que busca criar um ambiente de investimento compatível com as demandas de desenvolvimento sustentável da sociedade contemporânea e estimular a responsabilidade ética das corporações. O ISE B3 é uma ferramenta para análise comparativa da performance das empresas listadas na B3 sob o aspecto da sustentabilidade corporativa", disse.

As informações são parte do relatório "Sustentabilidade e Mudanças Climáticas: recursos intermediados pelo setor bancário no Brasil" elaborado pela Febraban com apoio do Departamento de Economia da PUC-Rio; o levantamento é resultado da aplicação da nova metodologia de classificação das operações de crédito, concluída no final de 2020. 

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