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Antecipação de recebíveis, sempre

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Antecipação de recebíveis, sempre

O alto número de empresas endividadas demonstra ainda haver grande mercado a ser explorado por esta alternativa financeira marcada por menos custos e burocracia 

Foto: Tevarak

Desde o começo da pandemia, em março de 2020, os noticiários da imprensa têm abordado frequentemente pautas sobre empréstimos, auxílios emergenciais e programas como Pronampe e Proaf, voltados, principalmente, a ajudar os menores negócios na superação da crise.

Uma parcela significativa do mercado, porém, não mudou a forma de suprir parte de suas necessidades de fluxo de caixa, seja em tempos de relativa calmaria, seja frente a cenários econômicos conturbados como o atual, pois desde sempre contaram com o expediente de antecipar seus recebíveis, ou seja, receber antes – mediante deságio - créditos a que faz jus com vencimento futuro.

A atividade começou a ser praticada na Europa, por volta do século 15, e aqui no Brasil há cerca de quatro décadas, inicialmente por meio de factorings e depois também pelas securitizadoras de crédito e os hoje tão festejados Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs).

O fato, porém, é que até mesmo bancos, com o tempo passaram a olhar de forma diferente para a antecipação de recebíveis, ao considerar aspectos como a reconhecida capacidade empreendedora do brasileiro.

Prova contundente disso reside no fato de, em 2021, quando a Covid-19 ainda monopolizava atenções de norte a sul do país, o ano ter se encerrado com um saldo positivo de 2,6 milhões de novas empresas, conforme dados do Ministério da Economia, que também contabiliza, no total, a existência de 18,9 milhões de negócios ativos hoje no Brasil.

Se dependesse apenas das operações tradicionalmente oferecidas por bancos e financeiras, porcentual expressivo deste contingente não conseguiria chegar até aqui, onde as mazelas que contaminam a economia normalmente se revertem em juros, inflação e queda nos negócios.

Para continuar no reino dos números, vale lembrar que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) identificou aumento de 15% na procura de crédito por parte das empresas, também no ano passado, ao mesmo tempo e as de menor porte, que ainda conseguiram ter suas propostas aprovadas, certamente ajudaram a engrossar este couro.

Porém, o ritmo das concessões neste segmento vem caindo mês a mês, segundo revela a 14ª Pesquisa "Impacto da Pandemia de Coronavírus nos Pequenos Negócios", realizada pelo Sebrae, em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Enquanto em 2021 as micro e pequenas empresas responderam por 49% da demanda por crédito, quase 60% delas já chegaram ao seu limite de endividamento e isto põe em risco a capacidade de uma boa parte desses negócios garantir fluxo de caixa para, inclusive, aproveitar a tão aguardada retomada, advertem os mentores do estudo.

Uma estagnação que parece passar longe das empresas especializadas em antecipar recebíveis, cuja procura registrada tem apresentado picos de 70% de crescimento, segundo dados da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs).

Com cartas assim sobre a mesa, fica evidente que factorings, securitizadoras de crédito e FIDCs, por exemplo, ainda têm um trajeto bastante promissor a seguir, a exemplo das empresas que pensarem fora caixa na hora de garantir a saúde financeira e, consequentemente, sua própria permanência no mercado. 

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