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Alta da Selic: quais os reflexos da elevação da taxa?

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Alta da Selic: quais os reflexos da elevação da taxa?

Ciclo de alta pode ajudar a controlar a inflação, mas poderá aumentar o custo do crédito e financiamento no curto prazo 

O Comitê de Política Monetária (Copom), ajustou a taxa básica de juros (Selic) para 2,75% ao ano ontem (17/03).A resultado ficou 0,25 acima do que o mercado esperava, contrariando os 0,50 pontos porcentuais estimados pelos analistas.

A decisão do comitê, foi por unanimidade e ainda deixou a expectativa de que possa haver outra elevação de 0,75 p.p já na próxima reunião.

"É a primeira elevação desde 2015 e, essa deve ser a trajetória até o final deste ano" observa Ubiratan Lima, economista do VADU.

O economista observa que esse ciclo de alta pode até ajudar a controlar a inflação, mas vai aumentar o custo do crédito e financiamento no curto prazo. "As empresas que captam recursos via empréstimos e financiamentos vai sentir esse ajuste no desembolso, como é caso das notas promissórias", disse. "Tanto as empresas quanto as instituições financeiras já estavam esperando o ciclo de alta este ano e, por isso, já tinham iniciado um processo de adaptação", completou.

Já em relação ao consumidor final, com a alta da Selic os juros de financiamento, parcelamento e o cheque especial ficam mais altos. A sociedade espera por um alivio que deveria vir com o auxilio emergencial. No entanto, o valor liberado pelo governo federal ficou abaixo do crédito depositado na primeira fase do programa.

"Essa nova fase do programa vai pagar um auxílio menor, reduzindo o poder de compra da população e o pagamento das dívidas, o que influencia nos resultados estimados para inadimplência e recuperação do credito este ano", concluiu Ubiratan. 

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