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A grande ESG trocada em miúdos e sua importância no crédito

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A grande ESG trocada em miúdos e sua importância no crédito

Que esta sigla, a cada dia mais comentada aqui e lá fora, significa Environmental (Ambiental, E); Social (Social, S); e Governance (Governança, G) já se sabe. E o resto?

Diante da intensa jornada que o assunto ainda promete ter pela frente em todo o mundo, nunca é demais dar uma parada para refletir do que se trata mesmo este movimento com forte impacto presumível para o setor de crédito e vários outros.

Um bom começo nesta recapitulação nos remete à infância, quando muitos de nós ouvimos que receber mais ou menos mesada no final do mês decorreria de nosso comportamento ao longo de todo o período.

Pois bem, no âmbito do mercado de capitais, leia-se mesada como investimentos e no âmbito do bom comportamento, imaginemos todas as condutas éticas e responsáveis envolvendo seres humanos e recursos naturais à nossa volta, repercutindo na hora de merecermos ou não um empréstimo.

Na tradução mais completa para os dias de hoje, podemos dividir em três categorias a cartilha pela qual tem rezado a comunidade internacional sempre que se coloca em discussão o famoso "certo ou errado", agora sob a ótica de controle de riscos de longo prazo e visão globalizante.

Sob o ponto de vista ambiental, as boas práticas ESG significam reduzir emissões de carbono, poluição e o desmatamento, por exemplo, tudo isso sob a égide de encontros internacionais emblemáticos como a ECO 92 o Acordo de Paris, firmado em 2016.

Na esfera social, tem por trás termos que incluem diversidade na composição dos recursos humanos; respeito aos dados de terceiros (LGPD); bom relacionamento com a comunidade no entorno e observância rigorosa dos direitos humanos.

Por último, e não menos importante, temos a questão da governança, na qual se destacam aspectos como os mecanismos internos de controle, composição e independência do conselho e o comprometimento ético de toda organização e em todos os níveis de relacionamento.

O crédito corporativo e o acesso a aportes financeiros, a título de investimento, nunca mais serão vistos como antes, face à chegada da ESG, a partir de 2004, e por aqui recentemente referendada por órgãos como a ANBIMA e o próprio Banco Central, por meio de sua Agenda BC#.

Tudo isso torna mais do que recomendável que o tema também assuma a devida importância no planejamento de todos os negócios, até mesmo pelo grande descompasso existente entre o ritmo com que a humanidade degradou sua própria moradia e o convívio com a sua vizinha, e esse louvável início de mudança comportamental, mesmo que seja motivado pela dor.

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