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A caminho da Fintech 2.0

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A caminho da Fintech 2.0

Provavelmente não se trata de mera coincidência o fato de hoje se cogitar uma segunda geração do formato que, em tempo recorde, mexeu tanto com o mercado financeiro  

Esta modalidade disruptiva de se buscarem soluções para a histórica dificuldade do homem em satisfazer suas necessidades infinitas com a disponibilidade de recursos quase sempre limitada, parece prestes a viver uma fase de upgrade.

Todo o entorno das fintechs, aliás, hoje é outro, conforme demonstra a chegada do Open Banking e mudanças que as próprias instituições financeiras colocaram em prática antes mesmo disso, se valendo daquilo que a autoridade monetária já havia instituído ou, em alguns casos, ao menos tolerado.

Mas a questão agora é outra. Afinal, para que lado deverá ocorrer a eminente mudança de rota das fintechs, a fim de que elas continuem sendo, de fato, diferentes?

Há quem diga que o comportamento revelado até aqui pelas Sociedades de Crédito Direto (SCD) e as Sociedades de Empréstimos entre Pessoas (SEP), figuras operacionais das mais jovens, dentre as autorizadas pelo Bacen nos últimos anos, tem dado uma pista reveladora a respeito.

Segundo o último Relatório de Economia Bancária do Banco Central do Brasil, tem crescido o volume de cessões de crédito destes modelos para fundos de investimentos e companhias securitizadoras das quais sejam acionistas ou cotistas.

Tal realidade tem gerado a coobrigação dos títulos originados e, para o cedente, a isenção do risco de crédito, mecânica cujo resultado frequentemente tem sido cessões e endossos recorrentes, viabilizando assim o funding necessário à alavancagem dos negócios, via novos empréstimos.

Mas o que isso teria a ver com as ditas fintechs 2.0?

Pois bem, na verdade, é uma derivação dessa prática o que tem fomentado o prognóstico de especialistas, pois a originação de SCD e SEP para outros veículos também vem ocorrendo via Credit as a Service (CaaS), algo que pode muito bem ser seguido pelas fintechs, na opinião desses estudiosos.

Ao fornecer pacotes customizáveis de produtos e serviços para a concessão de crédito, as startups que se notabilizaram pelo sucesso em unir finanças e tecnologia, podem muito bem capacitar players dos mais diversos segmentos a atuar até mesmo na prevenção de fraudes, lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.

Por intermédio de Programming Interface Application (API) poderão as fintechs prover a infraestrutura operacional, tecnológica e regulatória, incluindo procedimentos de Know-Your-Customer (KYC), permitindo dessa forma a marketplaces, por exemplo, agregar sua área de vendas à de crédito.

E com vantagens para a boa experiência do cliente, face à obtenção em horas ou minutos de respostas sobre a liberação de um compra que, hoje, em alguns casos, pode demorar alguns dias.

Outra crença frequente na área, caso tendências assim se consumem, é a importância da familiarização, desde já, das mais diversas atividades econômicas com ferramentas de Inteligência Artificial, notadamente a Machine Learning, a fim de que o Credit as a Service funcione com toda a eficácia e escala que, realmente, dele se espera. 

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