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11 de setembro, Open Banking e PLD

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11 de setembro, Open Banking e PLD

Inteligência Artificial ajuda instituições no desafio de conciliar a prevenção de crimes à eficácia no sistema financeiro

Pode parecer improvável, mas a queda das Torres Gêmeas em Nova Iorque, 20 anos atrás, e o anúncio como o da Comissão de Valores Mobiliários - a CVM -, feito na semana passada, têm muito em comum.

Se o financiamento de possíveis novas práticas terroristas semelhantes àquela constituem ameaça constante para o mundo, todo usuário da vasta tecnologia que hoje leva financeiras, bancos, fintechs e demais serviços envolvendo dinheiro, igualmente se encontra sob a ameaça permanente de ataques.

Pesquisa recente da Serasa Experian, por exemplo, mostra que uma tentativa do gênero ocorre a cada 16 segundos em nosso país, a reboque dos milhares de programas maliciosos que se criam e disseminam, mundo afora.

Em nosso país, a máxima expressão do avançado estado da arte alcançado pela tecnologia financeira se chama Open Banking. Recém-chegado, representa exuberante novidade para os que dele adequadamente se servem.

Porém, trata-se de algo perigosamente apetitoso aos olhos atentos dos que vivem à espreita, tentando se aproveitar de toda e qualquer vulnerabilidade, sobretudo por parte dos próprios usuários.

Catalisador de toda uma evolução prenunciada por DOC, TED, Pix e várias outras siglas, que os profissionais do setor financeiro conhecem muito bem, o Open Banking deve estar soando como a nova meca dos criminosos de todo tipo. Inclusive os contumazes autores de Lavagem de Dinheiro; Financiamento do Terrorismo e Proliferação de Armas de Destruição em Massa (PLD/FTP).

Foi sob essa égide, aliás, o anúncio feito pela CVM, às vésperas do feriado de 7 de setembro, acrescentando oito novas normas a serem observadas desde já pelos agentes financeiros ao transferir recursos decorrentes de transações com ações, debêntures e quotas de fundos de investimento.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também amplia regularmente o leque de regras preventivas dentre os segmentos obrigados a lhes prestar contas, a exemplo dos órgãos ligados a seguros (Susep) e Previdência Complementar (Previc).

Toda essa malha oficial, assim como a mantida pela iniciativa privada para proteger seus ativos, a partir do principal deles, que é a confiança merecida da clientela, tem na Inteligência Artificial ferramenta de primeira necessidade, à medida que Big Data e Machine Learning são recursos capazes de identificar operações fora dos padrões e, consequentemente, de caráter suspeito.

Até mesmo os golpes se utilizando da mente ardilosa dos golpistas, ao interagir com suas vítimas (Engenharia Social), têm sido freados pela IA e suas potentes armas virtuais, demonstrando que até boa-fé e, em alguns casos, um misto de ganância e ingenuidade, hoje representam riscos consideráveis que a nossa inteligência orgânica nem sempre consegue evitar.

Tão certo quanto tudo isso é que o emprego de tecnologia de ponta pelas instituições financeiras vai continuar evoluindo ao ritmo das necessidades do mercado, inclusive no pós-pandemia que, ao que tudo indica, se aproxima, exigindo que IA igualmente não tenha o mínimo espaço para pensar em zona de conforto e acomodação. 

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