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Cenário econômico aplicado ao crédito.

A verdadeira revolução do crédito

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A verdadeira revolução do crédito

Quem tem a maior capacidade de prever os próximos movimentos sai na frente!

Esta semana teremos a divulgação da já esperada alta da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, os desdobramentos dos depoimentos da CPI da Pandemia, os medos gerados pelo lúgubre cenário da crise hídrica, divulgação de novos calendários de vacinação, opiniões diversas em relação à recuperação da economia e como isso repercute de maneira diferente nas diversas alas e classes sociais. E para completar o cenário, um zelo protecionista com o devedor eventual que pode vir a contaminar processos de recuperação de crédito legítimos.

Diante da crise atual, e como deveria ser, o Judiciário se sente compelido a ser mais condescendente e cauteloso nos ajuizamentos que envolvam quaisquer temas relacionados ao comprometimento da cadeia produtiva geradora de valor. Seja no âmbito da execução de garantias reais, seja na tutela antecipada para a preservação do nome do devedor suspendendo os efeitos de notações.

E o operador de crédito que se vire para entender o impacto disso tudo na sua carteira, na análise de risco e na concessão de crédito.

Quando falo operador de crédito, não me restrinjo ao sistema financeiro. Estou falando também de qualquer empresa que realize vendas a prazo e consequentemente se veja envolvida neste turbilhão de informações e análises.

Há muito tempo sabemos que análises baseadas em simples interpretações de relatórios de bureaux de crédito deixaram de ser efetivas. São tantas as variáveis, os artifícios para inibir a correta interpretação de números, a limitação de informações que realmente precisamos ter uma visão mais holística deste cenário.

Costumo escutar muito a frase: "Mas sempre analisamos crédito assim e deu certo". E deu mesmo. No entanto, a nossa realidade e as relações entre as instituições nunca mudaram tanto. E tão rápido.

Já tive a oportunidade de comentar anteriormente o quanto a interpretação crua dos números pode ser perigosa, como as relações da linha de fornecimento de recursos financeiros por meio da concessão de crédito evoluíram e como essas relações se tornaram menos predatórias. Seja pela conjuntura pandêmica e suas consequências nefastas que acabou gerando um sentimento de preservação da perenidade das instituições; seja pela concorrência dos novos fornecedores de recursos financeiros incentivados pelo período de baixa da taxa de juros ou ainda pelo instinto de preservação do risco sistêmico formalmente assistida pelos órgãos regulatórios.

De fato, vivemos uma revolução silenciosa do mercado de crédito, onde a análise de comportamento passado, referências comerciais, relatórios engessados e pareceres de crédito sem o devido aprofundamento são quase pueris e geram prejuízos de ordem financeira e econômica.

Na prática, migramos para um modelo de análise de crédito cujo foco deve ser a não judicialização e a preservação do relacionamento com toda a rede de fornecimento de crédito. Seja no sentido estrito de fornecimento de recursos financeiros ou crédito voltado para a produção realizado por fornecedores de insumos e matérias-primas.

Isso implica na evolução da modelagem de risco e análise creditícia. Nessa nova onda, que não foi criada pela pandemia, mas sem dúvida foi acelerada por ela, estamos abandonando, aos poucos, o modelo reativo e priorizando os modelos preditivos.

Nesse grande jogo de xadrez, quem tem a maior capacidade de prever os próximos movimentos sai na frente! 

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