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Os perigos de supervalorizar seu negócio

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Os perigos de supervalorizar seu negócio

Disparidade de pesos e medidas numa avaliação empresarial pode levar a impressões enganosas sobre o real tamanho entre os players

Nessa última quarta (11) as ações no Nubank negociadas na bolsa de Nova Iorque fecharam o dia a USD 3.77, o que representa uma queda acima de 60%, desde sua abertura de capital na terra do Tio Sam. Mas afinal de contas, o que isso significa? Seria natural um banco perder tanto valor de mercado?  

Pois bem, o Nubank teve um preço inicial estipulado no processo de IPO (Initial Public Offering) de USD 9,00. Isto lhe assegurou o título de maior banco da América Latina, superando o até então primeiro colocado Itaú.

Contudo, tratava-se claramente de um overpricing, pois apesar de ambos os bancos possuírem números aproximados de correntistas (±55 milhões), as coincidências paravam por aí.

O Itaú é um banco tradicional, com pulverização e produtos, multiplataforma e o mais importante, aufere lucro em todo resultado, características essas que não podem ser atribuídas ao Nubank. Logo, como o Nubank pode ter superado o Itaú em preço? Simplesmente não poderia, e o mercado está tratando de ajustar isso. Vale dizer que o Nubank não é um banco ruim, bem longe disso. O fato é: teve seu valor superestimado.

Não quero ser engenheiro de obra pronta, mas sim levar ao leitor e empresário que a avaliação de seu negócio precisa ser muito bem-feita e aderente ao mercado onde está alocado. Diferenciais podem e devem ser considerados em uma valuation, mas de forma saudável e, sempre que possível, vinculados a resultados financeiros.

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