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Coopetição, ao invés de competição!

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Coopetição, ao invés de competição!

Ainda pouco conhecido e praticado por aqui, novo conceito pode trazer maior segurança ao mercado de crédito 

O conceito de coopetição é formado pela união de duas palavras: competição e cooperação. Recém-criado, ele é de extrema relevância para várias situações, setores e atuações, ainda mais quando o assunto é crédito. Seu significado é o trabalho em conjunto com os concorrentes, de forma a se beneficiar das suas capacidades e características distintivas nos domínios da investigação, desenvolvimento, produção, distribuição e informação, entre outros.

Quem é do nosso setor sabe, perfeitamente, o quanto a informação na sua qualidade e quantidade é importante para uma análise de crédito mais assertiva e pró-ativa, inclusive, na prevenção de fraudes vivemos sedentos desse tipo de informação, mas temos acesso somente a alguns restritivos que, ainda nos dias de hoje, podem ter maus históricos ocultados por liminares obtidas na Justiça.

No setor de bancos existe um compartilhamento de informações proporcionado pelo SCR, Sistema de Informações de Crédito, que, como o próprio nome sugere, reúne dados sobre todas as operações/modalidades de crédito consumidas e concedidas por instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Lá é possível ver até mesmo informações negativas, se as mesmas tiverem gerado prejuízo a algum integrante do sistema. Isto é coopetição, prática altamente favorável a todos na área.

Já no setor de fomento comercial, há um certo tempo, se deseja algo nesses moldes, o que faria com que se evitassem fraudes, bem como perdas financeiras e golpes que envolvem uma grande quantidade de credores. Enquanto a roda está girando, tudo ótimo para todos, mas quando ela para e o golpe vem à tona, se vê de imediato o quanto é valioso o compartilhamento de informação de forma solidária.

Sempre que surge um golpe no mercado, envolvendo uma ou mais empresas tomadoras de crédito e diversas credoras, torna-se evidente que todas, sem saber uma da outra, concederam créditos responsáveis por alavancar um nível de endividamento muito além do razoável. Mas aí já passou, todos se viram prejudicados, e os prejuízos dificilmente se recuperam.

É momento, portanto, da máxima união, ou seja, da mais pura coopetição, a fim de diminuir as resistências e estarmos realmente aberto a à união, ao compartilhamento.

Iniciativas neste sentido já existem em instituições como o SINFAC-SP, onde se criou uma central poderosa, mas ainda com pouca aderência, principalmente por parte dos grandes, que, com medo da competição, preferem assumir prejuízos e colocar na conta, ao invés de, unidos, ver tudo funcionando melhor para todas, de maneira mais profissional e dificultando a vida dos fraudadores. 

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